sexta-feira, 10 de julho de 2009

Leia a Mensagem de Fé “O Mentiroso”


Leia a Mensagem de Fé “O Mentiroso”



O problema do mentiroso não é apenas questão de mau caráter, mas seu
envolvimento com o pai da mentira. Como base de apoio de todos os
pecados, a mentira e seus usuários sempre tentam se esconder nas mais
profundas trevas. Território exclusivo de Satanás, as trevas podem
esconder o mentiroso, mas com certeza também estará sob seu domínio e
influência.

Daí a razão por que muitas pessoas, apesar de crerem
em Deus, vivem como se Ele nem existisse. É que elas conhecem a
verdade, mas fazem uso da principal ferramenta do inferno como
qualquer incrédulo. E mesmo que suas mentiras não sejam tão grandes,
ainda assim, são mentiras. Afinal de contas, pecado é pecado,
independente do seu tamanho.

A Bíblia revela o poder nefasto da mentira,
comparando-a às raposas num vinhedo. Como medida de precaução, os
vinhedos eram protegidos por meio de cercas contra as raposas. Porém,
o maior perigo estava justamente nas raposinhas, especialmente quando
o vinhedo estava em flor, pois muitas vezes elas costumavam penetrar
sorrateiramente, através de pequenas fendas nas cercas, e atacavam as
videiras, roendo-lhes as raízes e destruindo toda a vinha.


No livro de Cantares de Salomão, a esposa, figura da
Igreja, pede ao esposo, figura do Senhor Jesus, o noivo:
“Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que devastam os vinhedos,
porque as nossas vinhas estão em flor”
(Cantares 2.15).


Eis aí o grande perigo das “mentirinhas”. A pessoa
diz uma aqui, outra acolá, e assim vai pouco a pouco deteriorando seus
princípios espirituais cristãos. Há cristãos que têm o maior cuidado
em cercar “sua vinha” de tal forma a impedir o acesso das grandes
raposas, mas relaxam com as raposinhas, as mais perigosas. E é
justamente o que tem acontecido na vida de muitos cristãos: cuidam em
não falar “grandes” mentiras, mas fazem uso das “pequenas” na maior
“cara-de-pau”.


E depois reclamam da Igreja, do pastor e até de
Deus, porque não conseguem uma qualidade de vida melhor. Colocam a
culpa de seus fracassos em tudo e em todos, menos em si mesmas! E como
poderiam requerer de Deus o cumprimento de Suas promessas verdadeiras,
se estão sendo cúmplices do pai da mentira? Suas orações não passam de
palavras vazias, sem sentimento nenhum de fé, devido à hipocrisia
espiritual em que vivem.


Não podemos esquecer que a maior revolta do Senhor
Jesus foi justamente contra os hipócritas. Papai odiava tanto a
mentira, que dizia: “Eu perdôo o ladrão, mas não perdôo um mentiroso”.
Ele simplesmente não tolerava o mentiroso. Quem tem parte com a
mentira é conivente com o diabo. O Senhor disse: “Quando ele (o
diabo) profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso
e pai da mentira”
(João 8.44).


Às vezes, o mentiroso consegue vantagens por breve
tempo; porém, cedo ou tarde, sua mentira será revelada, e com ela a
colheita dos seus frutos inevitáveis. Porque assim como o fruto da
verdade é a vida de paz com Deus, o fruto da mentira é a vida
atormentada com Satanás.


O mentiroso é aquele que não apenas mente, mas ainda
sustenta a mentira até à sua revelação. O primeiro passo para a
libertação espiritual é o abandono imediato da mentira. E enquanto o
mentiroso não tomar atitude definitiva contra sua prática, jamais será
liberto dos poderes das trevas! É como disse o Senhor Jesus:
“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”
(João 8.32).


Deus abençoe abundantemente,


Bispo Edir Macedo



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A Consciência




Como “o espírito do homem é a lâmpada do Senhor” (Provérbios
20.27), e através do qual Ele esquadrinha todo o mais íntimo do corpo,
assim também deve ser o papel da consciência humana diante de Deus.
Talvez ela até seja o “chip” da alma, onde guarda informações do
estado espiritual dos seres humanos, a fim de servirem como
testemunhas no dia do julgamento final. Pois, como ensina as
Escrituras:

“Assim, pois, todos os que pecaram sem lei
também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram mediante lei
serão julgados. Porque os simples ouvidores da lei não são justos
diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.
Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de
conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si
mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração,
testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos,
mutuamente acusando-se ou defendendo-se; no dia em que Deus, por meio
de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens…”
(Romanos
2.12-16).


Em resumo, aqueles que não tiveram oportunidade de
ouvir a Palavra de Deus, serão julgados de acordo com a própria
consciência. Mas, aos convertidos, o Espírito Santo diz:
“…combate, firmado nelas, o bom combate, mantendo fé e boa
consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência,
vieram a naufragar na fé”
(1 Timóteo 1.18,19).


Com isso, vemos quão importante é para a salvação
eterna o fato de se manter uma boa consciência, já que ela opera de
forma individual como termômetro da espiritualidade cristã. Se o
cristão não se importa com sua má consciência e convive com ela, mesmo
cumprindo outras obrigações religiosas, ainda assim é certo que, cedo
ou tarde, ele naufragará na fé e perderá a salvação, a exemplo de
pessoas como Himeneu e Alexandre, ex-companheiros do apóstolo Paulo.


De uma forma meio rude, podemos comparar a
consciência ao fígado. Quando se ingere algum alimento nocivo ao
corpo, imediatamente, ele manifesta o seu desagrado provocando
mal-estar e dor de cabeça. Da mesma forma é a consciência humana:
quando se age de forma contrária aos princípios da fé cristã bíblica,
ela manifesta logo uma reação. Da mesma forma, como a dor física dá
sinal de alguma coisa errada, assim é a consciência humana.


Podemos considerá-la como defensora da fé agradável
a Deus. Ao sentir-se ferida, ela reage no coração, golpeando-o como
sinal de reprovação. No caso de seus sinais de alerta serem sempre
ignorados, a consciência pode se tornar insensível e cauterizada.
Nesse caso, é como se ela tivesse pecado contra o Espírito Santo.


A boa consciência deixa livre o caminho para o
exercício e as conquistas da fé. Aí está a principal razão por que nem
todos os que crêem em Deus são beneficiados como deveriam. O problema
é a má consciência. Quando ela acusa algo errado, a dúvida
imediatamente entra em ação. E é por aí que o diabo tem atacado a
Igreja do Senhor Jesus, soprando pensamentos acusatórios, cobrando
supersantidade, enfim, tentando macular a consciência para impedir o
exercício da fé viva. Mas se nossa consciência acusa algo errado,
temos a garantia divina de que se confessarmos nosso pecado, Ele é
fiel e justo para nos perdoar, e o sangue do Senhor Jesus “…
purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus
vivo”
(Hebreus 9.14).


Portanto, é imperiosa a necessidade de se ter a
consciência limpa. Isso é tão excelente que o apóstolo Paulo chega a
declarar, que a glória do cristão é o testemunho da sua consciência de
viver no mundo com santidade e sinceridade de Deus (2 Coríntios 1.12).


Podemos ser excluídos do mundo, caluniados,
perseguidos, desprezados, não importa… O que realmente importa é ter
uma consciência pura diante de Deus, mesmo vivendo em um mundo de
constantes desafios à paz da nossa consciência. E nisso consiste a
nossa glória.


Deus abençoe abundantemente,


Bispo Edir Macedo





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